Contrate um arquiteto!

É comum pensar que a função do arquiteto resume-se apenas à questão estética. Grave erro, pois o Arquiteto é o grande idealizador e também um facilitador para que as coisas fluam melhor desde as primeiras idéias até a entrega das chaves, passando pelo planejamento da obra. Confira mais aqui.

Projeto Passo-a-Passo: Boutique Cavalo Marinho

2009 Novembro 4
por Verena Cascaes | Natália Antunes

Fomos chamadas para dar os retoques finais da Boutique Cavalo Marinho, da Louise Ramos Pereira que será inaugurada amanhã (5/11) na Braz. A grife de roupas casuais tem origem em Fortaleza e buscamos trazer essa conexão para o interior da loja.

Anteriormente a loja estava pintada num tom de azul claro e o forro – herdado do inquilino anterior – estava com iluminação inadequada e detalhes desatualizados.

A proposta foi aquecer o ambiente que ficou muito frio com a junção do azul claro e móveis brancos (executados pela cliente) através do papel de parede com textura de linho cru com flores em preto e azul. O restante foi pintado com um tom de azul mais acinzentado, o mesmo que aparece no papel de parede. O forro foi totalmente refeito, com efeitos mais atuais em sanca e iluminação apropriada para valorizar os produtos da boutique. Para arrematar os tons mais quentes os provadores terão cortina em tecido cru com barrado preto, e como acessórios na ambientação teremos pufes, aparador e mesa de apoio, todos em fibra.

As fotos seguem até o dia da inauguração, em breve novas fotos com o retoques finais!

Obra: Área de Lazer Para a Família

2009 Novembro 2
por Verena Cascaes | Natália Antunes

Em nosso artigo no mês de Agosto Projeto: Área de Lazer Para a Família mostramos o projeto da casa que ganharia um andar extra para área de lazer. Hoje vamos mostrar a obra que já toma forma. Veja imagens na galeria:

Questão de Tamanho: Camas

2009 Outubro 14
por Verena Cascaes | Natália Antunes

Cama de Casal

Escolher a cama ideal para o espaço pode não ser tarefa fácil. Muitas pessoas tem dúvidas sobre os tamanhos de cada padrão e muitas vezes acabam escolhendo tamanhos inadequados. Vamos esclarecer essa dúvida:

Camas de Solteiro:

  • Solteiro Padrão: 88 x 188cm
  • Solteiro King: 100 x 205cm

Camas de Casal:

  • Casal Padrão:  138 x 188cm
  • Casal Queen: 158 x 198cm
  • Casal King: 203 x 193cm

Para ficar ainda mais claro, veja a imagem abaixo criada pela loja de enxovais Decé:

Comparação entre os tamanhos de camas no padrão brasileiro:
Tamanho de Cama

King Size
Queen Size
Casal
Solteiro King
Solteiro

Curso de Decoração Gratuito de Casa Cláudia

2009 Agosto 16
por Verena Cascaes | Natália Antunes

Desde o dia 28/07 e até 03/09, a  revista Casa Claudia convidou grandes profissionais para falar sobre importantes temas da decoração. São 12 aulas – com vídeos, lições e galerias de fotos. Acompanhe! O cadastro é rápido, gratuito e os temas são interessantíssimos!

http://casa.abril.com.br/casaclaudia/curso-decoracao/

A Arquitetura Contra o Crime

2009 Agosto 11
por Verena Cascaes | Natália Antunes

Do Site do Confea, por Mariana Silva.

Engenheiros e arquitetos podem dar uma contribuição decisiva para a segurança pública. Isso porque observar alguns detalhes no momento de planejar intervenções no espaço urbano pode diminuir a probabilidade de ocorrência de delitos e aumentar a sensação de segurança das pessoas. Trata-se do conceito de Arquitetura Contra o Crime, usado há muitos anos em países desenvolvidos, principalmente a Inglaterra. Para verificar se o conceito era adaptável à realidade brasileira, o coronel da polícia militar do Paraná Roberson Luiz Bondaruk pesquisou casas e lojas com maior número de roubos e furtos, além de ruas e praças onde o nível de criminalidade era mais elevado e entrevistou 287 presos que cumpriam pena por crimes contra o patrimônio no Departamento Penitenciário do Paraná.

“Com apoio de psicólogas e assistentes sociais, constatamos que as estratégias da Arquitetura Contra o Crime são altamente interessantes para a segurança em nosso país”, afirmou Bondaruk. Dos presos pesquisados, 36% disseram que optam por locais onde há menor trânsito de pessoas para praticar o roubo ou o furto e 30% procuram locais onde há obstáculos que dificultam a visão de testemunhas. Outros fatores apontados pelos entrevistados como facilitadores da ação criminosa são menor trânsito de veículos; menor claridade e obstáculos a serem transpostos.

O estudo, intitulado ”A influência do espaço urbano nos índices de criminalidade”, revelou também que 71% dos criminosos entrevistados preferem assaltar casas cercadas por muros altos. “Segundo eles, o muro facilita a transposição para dentro da casa, além de permitir que se aproximem sem ser vistos e depois, estando dentro da residência, que ajam com mais tranquilidade, pois vizinhos e passantes não podem ver o que acontece”, explicou. “A visibilidade é a melhor política de segurança”.

Nem sempre é fácil convencer as pessoas desse conceito. A arquiteta e urbanista Ana Karine Batista de Souza, conselheira federal do Confea pelo estado do Piauí, procura mostrar alternativas, mas nem sempre elas são bem aceitas. “Geralmente, os moradores querem muros, de preferência o mais alto possível”, afirma. Quando não é possível demover a pessoa que vai construir da ideia de cercar a casa com muro, a arquiteta procura pelo menos evitar detalhes na construção que possam servir de escada, por exemplo. Segundo ela, há vários detalhes que podem ser observados para aumentar a sensação de segurança, como esquadrias com grades, vidros jateados (em vez de película) e um bom sistema de iluminação externa.

A questão da iluminação inclusive é um dos tópicos mais importantes do estudo de Bondaruk. “A luz faz as pessoas se sentirem mais seguras, principalmente à noite, em função da sensação de controle visual do que ocorre à sua volta”, explica. “É preciso que as construções e as árvores estejam em harmonia com a iluminação, para não gerar sombras e locais de emboscada”. A vegetação próxima à residência, portanto, não deve ser muito densa, porque isso limita a visibilidade e pode permitir que pessoas mal intencionadas se escondam para abordar a vítima no momento em que ela estiver mais desprevenida.

Segurança

Ao construir sua casa, no Lago Norte, em Brasília, Peterson Luís Cardoso esteve atento a detalhes que poderiam aumentar a segurança de sua família desde a fase do projeto. Mesmo sem conhecer os conceitos da Arquitetura Contra o Crime, ele acertou em diversos detalhes, como o aumento da visibilidade de fora para dentro do lote e de dentro para fora. “Procuramos não deixar nenhum ponto cego, de forma que alguém pudesse se aproximar da casa sem ser visto ou se esconder para nos abordar de surpresa”, explicou Peterson. Para definir os detalhes de segurança, ele conta que tentou entender como alguém mal intencionado poderia agir e, assim, tentou neutralizar possíveis abordagens.

Os conceitos de Arquitetura Contra o Crime também valem para espaços públicos. Nesses locais, o paisagismo pode se tornar tanto um aliado como um vilão quando o assunto é segurança. Árvores com galhos mais baixos e arbustos sempre aparados melhoram a visibilidade do local e propiciam mais segurança. “É importante também inserir usos no local, como quiosques e bancas para o comércio, ou atividades para a comunidade, como quadras para a prática de esportes, por exemplo. Praças que são apenas campos gramados acabam sendo pouco frequentadas e isso facilita o mau uso do local ou sua depredação”, disse o autor do estudo.

Conheça alguns erros comuns na hora de definir o projeto da moradia:

(1) Muros altos, acima da altura da cabeça de uma pessoa normal, obstruem totalmente a visão da rua e vice-versa;
(2)  Suporte de lixo encostado no muro, serve como degrau para transpor o muro ou andar por cima dele;
(3) Portões “cegos”;
(4) Muro em rampa, pode servir como acesso ao pavimento superior;
(5) Arborização reduzindo a visibilidade, eliminando a visão da janela;
(6) Telhado da garagem obstrui a visão do pavimento inferior e serve como rampa de acesso para o pavimento superior;
(7) Sacadas encostadas na lateral. Permitem acesso caminhando por sobre o muro ou vindo por cima do telhado do vizinho;
(8) Janelas do pavimento superior, desprovidas de proteção adicional, aparentemente frágeis, normalmente de alumínio, com vidros amplos e sem divisões de reforço;
(9) Caixa de luz, do lado do vizinho, saliente, junto ao portão e de fácil acesso, possibilita atingir a sacada da casa ao lado, escalando o telhado da garagem ou subindo por sobre o muro até ela.